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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Capítulo 2 - Os gêneros literários

1. Os três grandes gêneros: épico, lírico e dramático, são classificados de acordo com quais padrões?
2. Quais as características dos textos que pertencem ao gênero:
a) épico
b) lírico
c) dramático
3. Quais tipos de textos que pertencem ao gênero:
a) épico
b) lírico
c) dramático
4. Como se deu a evolução do gênero épico?
5. Que formas narrativas derivaram do gênero épico? Como se define cada uma dessas formas?
6. Quais são os elementos de uma narrativa literária? Explique o que é cada um desses elementos.
7. Qual é o sentido que carrega a palavra drama hoje? Ela continua com o mesmo significado inicial?
8. Quais foram as formas de expressão dramática e em que consistia cada uma delas?
9. Da palavra drama formaram-se, em português, as palavras dramaturgia, dramaturgo e dramalhão. Escreva o significado de cada uma delas.
10. Qual é a origem e o significado da palavra epopeia?
-Sobre os elementos da narrativa literária:
11. Como acontece o narrador em primeira pessoa e o narrador em terceira pessoa? Como eles também podem ser chamados?
12. O que são personagens redondos? E os personagens planos?
13. O que é a verossimilhança?
14. Explique a diferença entre tempo psicológico e tempo cronológico?

domingo, 13 de abril de 2014

Trabalho de Literatura sobre os romances românticos brasileiros


-Ler o livro literário, fazer a análise e caracterização dos personagens, do tempo e espaço, do narrador e o enredo, justificando com trechos do livro.

-Histórico do autor.

-Contexto histórico em que a obra foi escrita.

-Bibliografia.

-Metodologia.

Obras:

A moreninha, Joaquim Manuel de Macedo.

O guarani, José de Alencar.

Senhora, José de Alencar.

Iracema, José de Alencar.

O seminarista, Bernardo Guimarães.

A escrava Isaura, Bernardo Guimarães.

 

Inocência, Visconde de Taunay.

O sertanejo, José de Alencar.

Ubirajara, José de Alencar.

sábado, 22 de março de 2014

Exercícios sobre Figuras de Linguagem

Exercícios sobre Figuras de Linguagem

1. Informe se nas frases abaixo as palavras destacadas estão empregadas em sentido denotativo ou conotativo:
a) Nas ruas, as pessoas andavam apressadas.
b) As ruas eram cheias de pernas apressadas.
c) Temos amargas lembranças daquele período de autoritarismo polí­tico.
d) Era uma pessoa de expressão dura e coração mole.
e) Os galhos da imensa árvore sustentavam os frutos maduros.
f) Os galhos namoravam os frutos maduros que sustentavam.

2. Identifique comparação e metáfora:
a) "Hoje é sábado, amanhã é domingo /A vida vem em ondas, como O mar." (Vinícius de Moraes)
b) A vida são ondas, vem e vai.
c) A mocidade é como uma flor que desabrocha numa manhã de primavera.

3. Identifique metáfora, prosopopeia, sinestesia e catacrese:
a) As pessoas aqueciam-se ao pé das grandes fogueiras.
b) "A vida é um incêndio." (Mário Quintana)
c) "Palmeiras se abraçam fortemente
Suspiram dão gemidos soltam ais." (Duardo Dusek/Luís Carlos Goes)
d) "Em torno o entusiasmo tocava ao delírio; um grito de aplauso ex­plodia de vez em quando rubro e quente como deve ser um grito saído do sangue." (Aluísio Azevedo)
e) "Pois vejo a minha vida anoitecer." (Gregório de Matos)

4. Explique as metonímias das frases abaixo:
a) "A mão que toca o violão se for preciso vai à guerra." (Marcos e Paulo Sérgio Valle)
b) Apaixonado pela Música Popular Brasileira, conhecia Chico Buarque de Holanda a fundo.
c) Durante o jantar, bebeu apenas uma taça de vinho.
d) As câmeras procuravam todos os ângulos do trágico acidente.
e) Ainda hoje, em muitos setores, a mulher é discriminada.
f) A criminalidade deve ser combatida.

5. Explique as antonomásias e perífrases:
a) O Rei do Futebol esteve presente na disputa final do Campeonato Brasileiro.
b) O Rei do Cangaço atemorizou muita gente."
c) A Cidade Eterna recebe muitos turistas.
d) A Cidade Maravilhosa é famosa pelos seus carnavais.

6. Identifique antítese, paradoxo, eufemismo e hipérbole.
a) Era uma pessoa que não raramente faltava com a verdade.
b) "Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo ga­las, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escra­vos perecendo à fome." (Pe. Antônio Vieira)
c) Repeti-lhe milhões de vezes as mesmas coisas.
d) Pra se viver, há de se sentir a morte.

7. Classifique as figuras semânticas:
a) "A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor." (Vinícius de Moraes)
b) "... eu me lembrava
Sempre da corça arisca dos silvados
Quando via-lhe os olhos negros, negros
Como as plumas noturnas de graúna!" (Castro Alves)
c) "A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro." (Gregório de Matos)
d) "Que noite fria! Na deserta rua
Tremem de medo os lampiões sombrios." (Castro Alves)
e) Meus olhos desmaiaram de emoção quando ouvi sua voz.
f) Ele devolveu o excesso de comida que engoliu sem mastigar.
g) Entra pela janela a preguiçosa brisa.
h) Não fiquei preocupada porque quando o pé-de-vento chegou as crianças já estavam na escola.
i) Ninguém podia negar que as mãos do trombadinha eram ágeis.
j) O olhar duro e doce da mamãe interrompeu a discussão, com energia e carinho.
k) O Papa da Justiça Social ajudou a criar uma nova mentalidade dentro da Igreja.
l) A madeira verde e doce contagiou a sala com seu perfume.
m) O Rei do Baião é famoso internacionalmente.
n) No velório, as palavras davam a dimensão do sofrimento.
o) O sorriso navega no pranto estrelado dos seus olhos, enquanto lágrimas escorrem do canto da boca.
p) A deusa da beleza, uma criação dos gregos, representa a perfeição.

8. Identifique onomatopéia e aliteração:
a) "Conheciam-no pelo toque-toque da perna de pau." (Coelho Neto)
b) "Esterando patada pregada na pedra do porto." (Chico Buarque de Holanda)
c) "Vozes, veladas, veludosas, vozes." (Cruz e Sousa)
d) O plim-plim da televisão interrompeu o programa, meus pensamentos e o sono da criança.

9. Identifique elipse, zeugma, hipérbato e pleonasmo:
a) "E diz agora um boato
Que só no século vinte
Chamada a postos
A Constituinte
Será..." (Artur Azevedo)
b) Na ausência, saudade; na presença, tormento. Como explicar?
c) "Meus pobres sonhos que sonhei, já tão sonhados." (Alphonsus de Guimaraens)
d) Há cinco minutos ela queria a bicicleta, depois a bola, o livro para recortar, o caderno para escrever, a televisão para ligar, a rede, e eu corria de lá para cá para atender à criança.

10. Identifique assíndeto, polissíndeto, anacoluto e repetição:
a) Umas gaivotas bicando peixes em pleno mar, caminhávamos pen­sando em como ocorre a luta pela sobrevivência.
b) E sem explicações ela chorava, e ria, e cantava, e corria de um lado para outro como em busca de si mesma.
c) "Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor." (Manuel Bandeira)
d) Respiramos fundo, demo-nos as mãos, subimos no barco, enfrenta­mos o rio, a correnteza, o medo.

11.Classifique as silepses presentes nas frases abaixo:
a) O bando de pardais invadiram a plantação e pouco sobrou.
b) As mulheres decidimos não comprar carne enquanto não rebaixa­rem os preços.
c) Conhecida nacionalmente, Ribeirão Preto pode ser chamada a capi­tal do chope.
d) Vossa Excelência não fique desanimado, fale mais alto e a galeria o escutará.  

12. Classifique as figuras de linguagem destacadas:
a) "Nesse lábio mordente e convulsivo,
ri, ri risadas de expressão violenta." (Cruz e Sousa)
b) "Sino de Belém, que graça ele tem!
Sino de Belém bate bem-bem-bem" (Manuel Bandeira)
c) "E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E O coração está seco." (Carlos Drummond de Andrade)
d) Pedro pedreiro, penseiro
Esperando o trem." (Chico Buarque de Holanda)
e) Os teus olhos são negros e macios." (Fernando Pessoa)
f) "Eu estava agora tão maior que não me via mais. Tão grande como uma paisagem ao longe." (Clarice Lispector)
g) "Na imensa descida,
A catarata
Se suicida." (Millôr Fernandes)
h) "As velas do Mucuripe vão sair para pescar." (Fagner e Belchior)
i) "No fim do túnel, o princípio do túnel.
Na subida da pedra, a descida da pedra." (Mário Faustino)
j) "Que a saudade dói latejada E assim como uma fisgada
No membro que já perdi'.' (Chico Buarque de Holanda)
k) "Nasce o sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura." (Gregório de Matos)
l) "Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas." (Cecília Meireles)
m) A Cidade Maravilhosa ostenta beleza e muita miséria.
n) "O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.” (Carlos Drummond de Andrade)

13. Identifique e classifique os vícios de linguagem:
a) Espero que você seje feliz.
b) Ao toque da campainha, desceu para a sala de baixo.
c) Os sindicalistas obedeceram a decisão do juiz.
d) Eu nunca ganho nada em sorteios.
e) Meu patrão tinha convulsão quando se falava em inflação.
f) Afine o ouvido ao ouvir Milton Nascimento.
g) O Papa pediu passagem para a Polônia.
h) Fernando visitou sua irmã e depois saiu com seu carro.

Os Lusíadas

Autor: Luiz Vaz de Camões

O maior dos poetas portugueses, nasceu em Coimbra por volta de 1524. Em sua vida, sucederam-se aventuras e adversidades. Estudou em Coimbra, freqüentou a corte de d. João III, em 1547, partiu para Ceuta, e numa disputa com os mouros perdeu o olho direito. De volta a Portugal, envolveu-se em duelos e outras rixas, o que lhe custou um ano de prisão. Em 1553, participou de expedições militares na Índia, depois em Macau e quando se dirigia a Goa, naufragou nas costas do Camboja. Conta-se que se salvou, nadando apenas com um braço e erguendo o outro acima das ondas para salvar o manuscrito de Os lusíadas, publicado em 1572. O poema épico tem como tema central o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. São ao todo dez cantos, em 1102 estrofes de oito versos, de esquema rimático ABABABCC. Sua estrutura subdivide-se em proposição, invocação, dedicatória e narração, segundo as normas do Classicismo imperante.
 
1. Estrutura
O poema divide-se em dez cantos. Cantos são as partes que compõem os longos poemas. São 8.816 versos, distribuídos em 1.102 estrofes com o seguinte esquema de rimas: ab ab ab cc. Camões seguiu o modelo da Eneida, do escritor Virgílio, ao estruturar sua obra, que apresenta as seguintes partes:

1ª parte: ocupa os dezenove primeiros versos do poema, compreendendo:
  • Introdução – nela Camões invoca as Tágides para ajudá-lo nessa tarefa. As Tágides seriam musas do rio Tejo.
  • Oferecimento – a obra é oferecida ao Rei D. Sebastião

2ª parte: é a narração, que ocupa a maior parte do poema – do verso 19 do canto I ao final do canto X. Compreende a viagem de Vasco da Gama às Índias. Em meio às peripécias da viagem, são relatados os episódios importantes da história de Portugal. Camões narra a viagem de ida e a de volta. A narrativa não segue a ordem cronológica, linear, pois quando se inicia o poema, os navegantes já estão no meio do oceano, em plena viagem.

3ª parte: é o epílogo, que ocupa uma pare do canto X. No epílogo, Camões refere-se à pátria que caminha rapidamente para a inevitável ruína. Predomina um tom melancólico e quase profético, pois em 1580 – oito anos após a publicação da obra – Portugal passa ao domínio dos espanhóis.
2. O maravilhoso pagão

Chama-se maravilhoso o fato de seres sobrenaturais intervirem nas ações narradas na obra. Uma das exigências da epopéia clássica era a intervenção de deuses ou outras entidades pagãs, que se colocavam contra determinadas empresas humanas ou a favor delas. No caso de Os lusíadas, Vênus é a deusa que procura proteger os portugueses, enquanto Baco é o opositor, ou seja, quem coloca obstáculos à realização daqueles feitos.
3. Assunto
O assunto – viagem de Vasco da Gama às Índias – serve como pretexto para Camões relatar a história de Portugal. Nesse ponto, a epopéia camoniana difere da clássica, pois trata de fatos verídicos.
4. O nome

Lusíadas deriva de Luso, que teria sido o primeiro português.
5. Episódios líricos
É outro fato que diferencia a epopéia camoniana da epopéia clássica.
Entremeados à história de Portugal, há episódios líricos, que segundo os estudiosos, são o que de melhor existe no longo poema. São episódios líricos famosos: o de Inês de Castro, o da Ilha dos Amores e parte do episódio do gigante Adamastor.
6. Antropocentrismo
A conquista dos mares pelos portugueses simboliza o domínio do homem sobre a natureza, característica tipicamente antropocêntrica e, portanto, renascentista.
Vejamos um breve resumo da obra:
Canto I

Contém a introdução, a invocação e o oferecimento. A narração tem início como os portugueses já no Oceano Índico, ou seja, em plena viagem. Enquanto isso, os deuses reúnem no Olimpo (concílio dos deuses) para decidir a sorte dos portugueses: permitir ou não que eles cheguem às Índias. Vênus e Marte são favoráveis ao empreendimento. Baco é contrário. Júpiter decide permitir a continuidade da viagem. Em Moçambique, os portugueses enfrentam uma cilada preparada por Baco.
Canto II

Em Moçambique, outra cilada: Baco, disfarçado de cristão, tenta convencer os portugueses a desembarcarem. Vênus e as Nereidas intervêm, impedindo que os portugueses sejam derrotados pelos mouros. A frota chega a Melinde, onde é festivamente recebida.
Nereidas: Ninfas dos mares; eram cinqüenta
Canto III

A pedido do rei de Melinde, Vasco da Gama começa a contar a história de Portugal. Nesse canto, narra-se a história de Inês de Castro, uma das mais conhecidas passagens de Os lusíadas.
Canto IV

Narram-se outros fatos importantes da história portuguesa, até chegar à época da viagem de Vasco da Gama. A narrativa retrocede para o início da viagem. Quando os portugueses vão sair do porto de Restelo, surge um velho que critica severamente as grandes navegações, acusando os portugueses de vaidade excessiva. É o episódio conhecido como "O velho do Restelo".
Canto V

A frota ainda está em Melinde. Vasco da Gama narra a viagem pela costa africana, o cruzamento do Equador e detém-se naquele que foi o mais difícil ponto da viagem: a travessia do Cabo das Tormentas, que aparece personificado na figura do gigante Adamastor.
Canto VI

A armada deixa Melinde com destino às Índias. Baco desce ao fundo do mar e pede aos deuses que liberem os ventos contra a fronteira portuguesa. Ocorre uma tempestade, abrandada com a chegada de Vênus e das Ninfas, que seduzem os ventos. Finalmente chega às Índias.
Canto VII

Narram-se o desembarque em Calicute e os primeiros contatos como os mouros. Descrevem-se as Índias.
Canto VIII

Os portugueses enfrentam novos problemas com os mouros. Alguns adivinhos dizem que os lusitanos vinham para escravizar os indianos. Baco aparece em sonho a um sacerdote muçulmano, inspirando-lhe sentimentos anticristãos. (Lembre-se de que os portugueses eram cristãos).
Canto IX

Conseguindo livrar-se das dificuldades, Vasco da Gama apressa a partida. Inicia-se a viagem de volta a Portugal. Segue-se o episódio da Ilha dos Amores; Vênus e Cupido preparam uma recepção aos portugueses para compensar-lhes os sofrimentos.
Enquanto Vasco da Gama ama a deusa Tétis, os marinheiros divertem-se com as Ninfas.
Canto X

Tétis oferece um banquete aos navegantes. Após o banquete, leva-os para o alto de um monte e descreve-lhes o mundo até então conhecido. Os navegantes partem da ilha e retornam a Lisboa.
 

O copo de água

O COPO DE ÁGUA Um conferencista falava sobre gerenciamento da tensão. Levantou um copo com água e perguntou à platéia: - Quanto você...