segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eu me rendo, por Danuza Leão


Eu me rendo, por Danuza Leão.

Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades. 

Uma das mentiras: 
É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante. 

É muito simples: não podemos. 

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante. 

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova? 

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque 
de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos. 

Ah, quanta mentira! 

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não a que faz de conta que trabalha, mas a que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, 
com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison. 

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida. 

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro. 

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro. 

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour. 

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos. 

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido. 

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão. 

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria. 

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso...

O galão d'água - por Martha Medeiros

O galão d’água - MARTHA MEDEIROS

ZERO HORA - 14/09


Reproduzo o relato que minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão: Ontem veio um homem aqui e deixou um galão dágua na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que desligar o registro de água por algumas horas.

Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: Você paga suas contas todos os meses e nós temos obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto. E ainda disse: Se precisar de mais, pode pedir. E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer.

Pois é. Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado? A simplicidade da cena: um galão d’água deixado de porta em porta para o caso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã.

Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida?

Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado.

Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira? Tem graça.

Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil. Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte. Ruas bem sinalizadas. Transporte farto, barato e que cumpra horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que ser, por que não acontece, quem emperra?

Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com essa situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.

Galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão.

domingo, 1 de junho de 2014

Exercícios sobre Período Composto por Subordinação

2. Reescreva a frase, transformando o termo (substantivo) destacado em oração subordinada substantiva. Faça apenas as modificações necessárias,
a. É fundamental o aproveitamento científico do lixo.
b. O major exigia obediência ao horário.
c. O inquilino não aceitou o aumento do aluguel.
d. O pai insistia no castigo ao filho.
e. Nosso receio era a chuva na hora do churrasco
f. Minha expectativa era a devolução dos livros emprestados.
g. Renato estava ansioso pelo conserto da torneira
h. Não estávamos convencidos da superioridade dos portugueses sobre os índios.
i. Só esperávamos uma coisa: a chegada do aniversariante.
j. Soube apenas agora do acidente com o trem.
l. Ele estava certo da falha do avião.
 
 
3. Classifique as orações destacadas em subjetivas e objetivas diretas.
a. Acredita-se que a minhoca é ótima para o solo.
b. Ninguém podia dizer que acertara o teste.
c. O empresário ignorava que os empregados estavam em greve.
d. Não podíamos dizer que os pedestres eram bem-educados no trânsito.
e. Foi resolvido que o jogador não entraria em campo.
f. Os professores verificaram que as notas foram misteriosamente alteradas.
g. Não soubemos por que a criança se recusava a tomar leite.
h. Ficou provado que a soja poderia substituir a carne.
i. Todos queriam que o filme fosse passado na hora da aula.
 
 
4. Classifique as orações substantivas destacadas em objetivas indiretas e completivas nominais.
a. Ofereceram o livro a quem obteve melhor nota.
b. A família insistia em que a criança fosse internada.
c. Impediram o vereador de que recebesse a contribuição ilegal.
d. Lembrava-se de que aquela era uma caneta importada.
e. Minha avó, na sua fé, acendia velas para quem precisasse.
f. Estava convicto de que eu não terminaria o namoro.
g. Os produtores do programa de televisão tinham a firme certeza de que os telespectadores gostariam das piadas.
 
 
5. Sublinhe os verbos, separe as orações e classifique-as. Classifique também o período.
 
Em todas as frases ocorre período composto
OP=Oração principal
 
a. Eu pedi que ele me deixasse em paz.
b. A cura do paciente dependia de que ele aceitasse o difícil tratamento.
c. O povo estava esperançoso de que a nova medida econômica amenizasse os seus problemas
d. É importante que os representantes políticos tenham consciência de sua missão.
e. A grande tristeza da mãe foi que os filhos a colocaram num asilo.
f. Não sei quanto me custara esse favor.
g. Tenho certeza de que será recompensado por esse ato generoso.
h. Ninguém sabe se ele voltara para o Brasil.
i. O desejo de todos era um só um: que tudo se resolvesse sem agitação.
j. Perguntou-me apenas onde eu morava.
 
 
6. Das orações subordinadas substantivas analisadas no exercício anterior, somente duas não são introduzidas por conjunção integrante, mas por pronomes. Identifique-as.

Exercícios sobre Período Composto por Coordenação

1. Sublinhe os verbos e classifique os períodos em simples ou compostos.

a. Amanheceu. Vimos os primeiros raios solares enquanto caminhávamos na areia. A brisa do mar ainda era fria quando acordamos do sonho.
b. Lenon casou-se pela segunda vez. Ela era japonesa, inteligente, artista plástica e vivia nos Estados Unidos.

2. Transforme os períodos simples em períodos compostos, acrescentando as conjunções coordenativas adequadas. Depois, classifique as orações.

a. Vinícius de Moraes já morreu. Não morreram seus poemas e músicas. Sua criação artística e eterna.
b. Faltava dinheiro para o lazer. O jeito era participar da pelada aos domingos.
c. Observei o comentário do diretor. Percebi o meu engano.
d. Olhou-me duramente. Foi-se embora.
e. O marceneiro chegou. Começou o serviço.

3. Sublinhe os verbos, identifique as conjunções, separe as orações e classifique-as em coordenadas assindéticas e coordenadas sindéticas.

a. As autoridades pedem rigor e exigem a fiscalização dos maus comerciantes.
b. A personagem saiu do quarto, escondeu as lágrimas, saiu pela porta dos fundos.
c. Não beba muito que faz mal.
d. A paciência do pedestre esgotou-se e começou a confusão.
e. Ela sorriu carinhosamente e passou a mão nos cabelos do neto.
f. A seleção feminina de basquete estava preparada, mas perdeu a partida.

4. Separe e classifique as orações dos períodos abaixo.

a. Um número cada vez maior de animais de estimação contrai câncer e poucos veterinários oferecem tratamento para a doença.
b. A fumaça do cigarro faz mal, também, às pessoas não-fumantes e prejudica a saúde dos animais domésticos.
c. A Constituição brasileira assegura direitos iguais a todos os cidadãos, entretanto isso não ocorre de fato: ora as mulheres recebem salários inferiores aos dos homens, ora os negros são inferiorizados.
d. O velho ônibus esperava o embarque dos alunos, a maioria chegou atrasada; logo, o motorista irritou-se.
e. As revistas semanais contavam a história do jovem assaltante, mas não denunciavam a sua ligação com os policiais.
f. Houve medidas econômicas muito radicais, por conseguinte não agradaram à população.
g. Trabalhou muito, portanto estava cansado.
h. Eu considerava a história boa, mas não poderia avaliá-la melhor, pois me faltava tempo.

Exercícios de Ortografia


1) As palavras a seguir são de origem árabe, tupi ou africana. Complete-as adequadamente com J ou G.
alfor__e can__ica __enipapo __iboia pa__é
bi__u acara__é berin__ela __irau
 
2) Reesceva as palavras a seguir, completando-as adequandamete com G ou J.
gran__ear gor__eta a__iotagem sar__eta a__ilidade
no__eira linso__eiro ferru__inoso en__essar mar__ear
lambu__em vare__ista en__eitrado varti__inoso
3) Em cada uma das sequências a seguir, há apenas uma palavra que é grifada com CH. Identifique-as.
A) en__aqueca - me__erico - capi__aba - almo__arife - mo__ileiro
B) __u__u - ve__ame - __ampu - __areta - __ará
C) __arope - pra__e - pe__in__a - me__er - lu__ação
D) pi__ação - repu__o - fa__inha - __ará encai__e
E) frou__o - oalá - en__urrada - pu__ar - en__cimento
4) Reescreva as frases a seguir, completando-as com MAL ou MAU, conforme convier. Na dúvida, adote esta regra prática:
MAL é oposto de bem; MAU é oposto de bom
A) O jogador caiu de ____ jeito.
B) Hoje me levantei ____-humorado.
C)Ele é ____-educado e ____criado.
d) O muro ruiu, porque foi ____ construído.
5) Considerando que se emprega S nas formas dos verbos pôr e querer e seus compostos, reescreva as frases a
seguir, completando-as adequadamente com os verbos indicados entre parênteses.
A) Se vocês _________, podem sair para o recreio agora. (querer)
B)Ele não __________ ficar para jantar, porque já tinha um compromisso. (querer)
C) Não seria melhor se nós __________ o estoque agora e depois fôssemos almoçar? (repor)
D) Se você __________ a mesa enquanto eu preparo os sanduíches, poderemos lanchar imediatamente. (pôr)
6) Empregue uma das formas indicadas entre parênteses :
A) Sejam educados! Usem de ____________ (descrição/discrição)
B) A empresa ganhou uma soma __________ em lazer para seus funcionários. (vultuosa/vultosa)
C) Em minha última viagem à costa brasileira, a ____________ do navio em Salvador permitiu que se prolongasse nossa ____________ naquela magnífica cidade. (estadia/estada)
D) O governo ____________ os direitos políticos de muitos deputados. (cassou/caçou)
E) Felizmente, os ladrões foram apanhados em ____________. (flagrante/fragrante)
F) Pedro trabalha na _____________ de secos e molhados.(cessão/sessão/seção)
G) Gosto de ir ao cinema na ____________ das dez. (cessão/sessão/seção)
H) Palmas para o nadador que acaba de _____________ e já acena para o público. (emergir/imergir)
I) O motoqueiro _____________ as lei de trânsito e o guarda ____________ a ele uma multa bem pesada. ( infringiu/infligiu )
J) Meu advogado vai impetrar -____________ de segurança conta a União. ( mandato/mandado )

sábado, 31 de maio de 2014

Exercícios sobre Adjetivos


1- Leia atentamente o trecho seguinte. Retire dele todos os substantivos. Em seguida, caracterize-os com três adjetivos bem originais.
" Meu pai me trouxe uma fotografia dizendo-me retrato do mar. Mas junto não veio o vento nem o cheiro, menos ainda o canto."
(Bartolomeu Campos Queirós)


2- Dos textos seguintes, destaque apenas os adjetivos.
a) "Aroma complexo, penetrante e persistente, sabor agridoce, equilibrado e elegante: assim pode ser descrito o aceto balsâmico, uma das maiores contribuições da Itália à boa mesa universal."
(Gula, n. 91, maio 2000, p. 59.)

b) "Gostava da fórmula, achava-a engenhosa, compendiosa e eloqüente, além de verdadeira e profunda."
(Machado de Assis)

c) "Uma moça bonita de olhar agateado deixou em pedaços o meu coração"
(Alceu Valença)

d) "Enquanto os homens exercem seus podres poderes. Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos".
(Caetano Veloso)

3- Substitua as expressões em destaque por adjetivos, fazendo as adaptações necessárias.
a) O espetáculo pirotécnico foi uma maravilha!
b) Quem viu o acidente diz que a cena foi um horror.
c) Ainda não percebi se este chiclete tem sabor.
d) Neste ano, o inverno veio com rigor.
e) E difícil conviver com pessoas que têm preconceito.
f) Algumas empresas têm mais poder que as próprias instituições governamentais.

4- Substitua as expressões em destaque por seus adjetivos correspondentes. Atenção ao grau superlativo!
a) O trem-bala japonês é hiperveloz.
b) O problema que ela está enfrentando é muito comum.
c) A noiva, durante a cerimônia, estava superfeliz.
d) Desde pequenos eles são muito amigos.

5- Substitua a expressão em destaque por seu adjetivo correspondente.
a) "Minha mãe costurou meu desejo em fantasia de carnaval."
b) O viajante guiava-se pelo relógio de sol. À noite, pela claridade da lua.
c) "Veio, com o delírio da febre, o primeiro marinheiro."

6- Substitua as orações em destaque por adjetivos. Atenção à acentuação dos paroxítonos!
a) O médico preencheu o formulário com uma letra que não se consegue ler.
b) A atriz usava um perfume que não se consegue esquecer.
c) Vai entrar em cartaz um filme que não se pode perder.

7- Dê o adjetivo pátrio correspondente a:
a) Bélgica
b) Equador
c) Guatemala
d) Florianópolis
e) Tocantins
f) Petrópolis
g) Moscou

8- Dê o adjetivo correspondente a:
a) abdômen
b) baço
c) cabeça
d) crânio
e) dedo
f) nariz
g) olho
h) osso
i) pescoço
j) pulmão
k) rim
l) boi
m) cabra
n) cão
o) chuva
r) rio

9- Escreva as frases no plural:
a) O tabelião cortês falou com o escrivão cruel.
b) O cidadão fiel usava blusa amarelo escura.
c) O guarda-noturno usava temo azul marinho e camisa verde-esmeralda.
d) Deixou, no guarda-roupa, o temo azul-escuro e a gravata cinza.

10- Escreva no feminino:
a) padrinho honesto
b) cavalheiro cortês
c) cirurgião espanhol
d) cônsul impostor
e) governador anterior

11- Escreva no plural:
a) doença psicossomática
b) conflito sino-russo-americano
c) camisa verde-clara
d) blusa amarelo-escura
e) literatura luso-brasileira
f) camisa verde-garrafa
g) sapato marrom-café
h) temo azul-marinho
i) menino surdo-mudo
j) cortina vermelho-sangue
I) blusa amarelo-dourada
m) blusa gelo
n) camisa laranja
o) camisa alaranjada

12- Com relação ao texto abaixo:
a) identifique a que classe gramatical pertence a palavra paciente nas duas ocorrências;
b) dê o significado de paciente nas duas ocorrências.
" A rotina de um paciente dentro de um hospital não é fácil. Ele passa horas sendo observado, apalpado, espetado e carregado de um equipamento de exame para outro. Só sendo muito paciente mesmo."
(Superinteressanre, fev. 2000, p. 52.)

13- Substitua a expressão destacada por uma única palavra.
a) Tomou um café muito amargo.
b) Era um costume muito antigo.
c) Achou a atitude muito benéfica.
d) Era um dia muito frio.
e) Era uma pessoa muito séria.
f) Tomou uma atitude de criança.

 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O barulho da carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho.

Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...

O copo de água

O COPO DE ÁGUA Um conferencista falava sobre gerenciamento da tensão. Levantou um copo com água e perguntou à platéia: - Quanto você...